Mulheres Empreendedoras

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O mês de outubro é um mês muito importante, serve para lembrar as mulheres a realizarem a mamografia, que é um exame para diagnosticar o câncer de mama e que quanto mais cedo a mulher o fizer, maior é a chance de cura. Aproveitando esse assunto, vamos falar de mulheres guerreiras, trabalhadoras, sonhadoras e empreendedoras que são destaques aqui no estado do Espírito Santo.

Dados revelados pelo Sebrae, a partir da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), mostram que 52% dos novos empreendedores – aqueles com menos de três anos e meio de atividade – são mulheres. A força empreendedora feminina é maioria em quatro das cinco regiões brasileiras.  A pesquisa GEM aponta ainda que 66% das mulheres iniciam uma empresa após identificar uma oportunidade de mercado.

No estado do Espírito Santo, cresce o número de mulheres empreendedoras. As pesquisas estatísticas e os registros administrativos evidenciaram um crescimento contínuo do público feminino no empreendedorismo. O analista do Sebrae/ES,Leonardo Bis, aponta que a maior procura da mulher por capacitação e sua inserção cada vez mais acentuada no mercado de trabalho, têm influenciado nesse aumento.


 Características da mulher empreendedora:

– As empreendedoras, geralmente, dão mais atenção aos clientes.

– As mulheres investem mais em capacitação. A proporção de empresárias com, no mínimo, ensino médio completo, é quase o dobro do porcentual de homens com a mesma escolaridade. .

– Normalmente, as mulheres conciliam melhor suas atividades pessoais e profissionais.

– As mulheres buscam o empreendedorismo para ter maior flexibilidade de horários.

– As empreendedoras são mais detalhistas, sensitivas e intuitivas, características que podem contribuir para a gestão do negócio.

– As mulheres empreendedoras conseguem aliar as características de coragem, iniciativa e determinação, com a sensibilidade, intuição e cooperação.

Aqui estão algumas mulheres empreendedoras do ES:

Apelidada de “Rainha das Coxinhas” Lorena Fornaciari transformou o negócio “Zé Coxinha” em franquia e já são 58 lojas, a maioria das franquias são aqui no Espírito Santo, em Minas, em Salvador e no Rio. E os planos para aumentar o número de lojas continuam.

“Quando comecei no “Zé Coxinha”, eu já havia me formado em  administração e tinha feito pós em marketing. Sempre vi meu pai trabalhando com comércio e sempre tive noção de que o comércio só vai para frente se a gente estiver totalmente inserido nele. Não adianta abrir um negócio e entregar a um funcionário.” Diz Lorena.


Um café artesanal foi fonte de inspiração para a empreendedora Cristina Pascoli Tongo vencer uma crise financeira doméstica e se reinventar para começar a criar a obra de sua vida.

Na primeira edição do café com batom, evento realizado por ela em 2012, ela teve acesso a uma receita â base de capuccino. Tentou fazer em casa e deu errado por três vezes. Guardou na geladeira e, dias mais tarde, passou um café forte e agregou à receita, criando um delicioso creme de café, sem se dar conta que estava pronto o 1º creme de café do Brasil.

Em dezembro do mesmo ano, a empresa de seu marido perdeu um grande contrato, trazendo uma crise financeira para dentro de casa, na véspera do Natal. Ela teve a ideia de atender pedidos dos amigos e passou a fazer o creme de café para vender. Como ela não tinha dinheiro para comprar embalagens, embalava o café em potes de sorvete de 1litro, que tinha em casa, e enfeitava os potes, com laços de fita de árvore de Natal.

“Para entender mais sobre café, fiz curso de barista e de gestão. Frequentei eventos, fiz acompanhamentos e consultorias que me deram mais conhecimento prático do que qualquer faculdade daria.” Diz Cristina.

Ela começou postando nas redes sociais e deu tão certo que o negócio se expandiu e há pouco mais de dois anos e meio, é gestora da Fantástica Fábrica de Café “Café Caramello”, tem 22 franquias nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo. E,  está expandindo as franquias pelo Brasil.


Eduarda Buaiz é a única mulher na composição a diretoria do Grupo Buaiz, que tem 72 anos de existência e hoje está presente nos mercados de alimentos, logística, operações portuárias, comunicação, shopping center e empreendimentos imobiliários. Aos 36 anos, ela é mais que a representação feminina no corpo diretor. Ela é a primeira mulher a ocupar um cargo tão elevado.

“O Grupo já teve mulheres em cargos de gerência, coordenadoria, mas nunca no alto comando. Minha família é de origem libanesa, as mulheres nunca participaram dos negócios. Por isso, receber de meu pai o convite para compor a diretoria do grupo foi uma quebra de paradigma não só na empresa, mas na nossa família”, explicou, orgulhosa, a filha do presidente do Grupo, Américo Buaiz filho.


Outra capixaba é Letticia Muller que herdou a organização de sua família e com isso decidiu transformar essa habilidade em uma carreira, levando vários tipos de serviços de organização às pessoas e ambientes, hoje ela é personal organizer.

Leticia procura sempre manter o aprimoramento por meio de livros, cursos, conferências com o objetivo de se manter atualizada e atender melhor seus clientes. Ela pensa como a organização do ambiente de casa, do trabalho, do quarto, do guarda roupa e até mesmo da sua mala de viagem pode melhorar sua vida.

“Pesquisei sobre o assunto, estudei e continuo aperfeiçoando técnicas de organização, administração e comércio, para me tornar cada vez melhor.”

ass-ana

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