Um hobby ou um negócio?

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1Os brasileiros entendem cada vez mais as oportunidades que o empreendedorismo pode trazer para suas vidas. Uma mostra disso é um estudo realizado pela Endeavor e Sebrae no qual mostra que quase 60% dos universitários brasileiros desejam abrir um novo negócio. Este número é inebriante para aqueles que acreditam no empreendedorismo. Mas a vontade basta para abrir um novo negócio?

Ter boas ideias que de fato impactam a sociedade e a vida das pessoas é um acontecimento difícil em nossas vidas. Aliar estas ideias com um modelo de negócios sustentável é ainda mais difícil. Hoje, muitas pessoas ainda chegam ao mercado com carência de formação, o que resulta em menores chances de tornar as suas operações atrativas para os investidores.

Estamos preparados para nos aventurarmos no mundo empreendedor? O que fazemos para esta preparação? Hoje é relativamente fácil colocar as ideias em prática, infelizmente por este fator, ótimas ideias são jogadas ao mar de tubarões muito cedo, pulando etapas importantes para a preparação da empresa, e assim se mostram despreparadas para sobreviver neste ambiente.

Segundo Felipe Angoni, cofundador da Perestroika, “embora nos fascinem, as ideias respondem por cerca de apenas 5% de algo muito maior”, esta afirmação mostra que devemos pensar muito além das ideias para ter de fato um negócio.

Uma das desculpas que mascaram esta falta de preparo e relativa pressa dos empresários são os ditos “tempos de crise”. A opinião de Rosalina Moura, em artigo publicado para o portal administradores.com.br, segue esta verdade, nele a psicóloga afirma que “é nas crises que se descobre aptidões, que se desenvolvem habilidades, que se encontra o impulso para o crescimento e o se reinventar. E se a ansiedade e as emoções não forem bem gerenciadas o stress pode atrapalhar fortemente se tornando um vilão neste processo, impedindo que se pense com clareza e que se tenha criatividade”.

ideias2Então ficamos com a pergunta, como tirar a ideia do papel e transformar um hobby em um negócio rentável e sustentável?

Especialistas em empreendedorismo relatam que o ponto chave para que isto ocorra é focar na formação dos empreendedores, fazendo assim que sejam mais capacitados a criar empresas robustas que irão movimentar a economia do país e gerar uma espécie de looping para novos negócios. A pesquisa realizada pela Endeavor e Sebrae mostra que o interesse em disciplinas de empreendedorismo é quase unânime: apenas 10% dos universitários não priorizam ou não se interessam em cursá-las.

Em São Paulo, conduzida pela iniciativa Desenvolve-SP, criaram o “Movimento pela Inovação” com objetivo de aproximar pesquisadores, startups, investidores e órgãos de fomento no Estado. O projeto consiste em reunir periodicamente as instituições participantes e organismos multilaterais do campo da inovação e pesquisa para atender dentro de incubadoras, aceleradoras, universidades e parques tecnológicos, os interessados em tirar suas ideias do papel.

Hoje no Espírito Santo existem órgãos de fomento ao empreendedorismo também, por exemplo:

– As empresas juniores, empresas formadas por universitários que tendem a contribuir para o empreendedorismo capixaba realizando serviços abaixo do valor de mercado e formando novos empreendedores, como a própria EJCAD – Empresa Júnior de Consultoria em Administração da UFES.

– A FECAJE – Federação Capixaba dos Jovens Empreendedores que reúne várias entidades jovens do estado como o CINDES Jovem, EPL, JuniorES, CJA, Ades Jovem, CDL Jovem, IBEF Jovem, EJCAD, Transparência Capixaba Jovem entre outras. A federação tem o papel de reunir as entidades em prol da melhoria contínua do estado, uma prova disto é o Fórum de Formação Política que está em sua terceira edição e existe com o propósito de discutir as melhores práticas de atuação das entidades para o fomento empreendedor noestado.

– O Ilha Valley que se define como uma iniciativa livre que tem o propósito de tornar o empreendedorismo o motor da economia capixaba. Com inspiração no Vale do Silício, nos EUA, o Ilha Valley é um “vale” que promete fomentar o empreendedorismo tecnológico do Espírito Santo.

Além de outros órgãos como o Sebrae ES, o ES em Ação, aceleradoras, instituições de ensino, parques tecnológicos e etc. Por fim, com base em um artigo da Veja, listamos cinco passos para tirar a ideia do papel:


  • ideias-de-negócios-na-internet-empresário-tendo-uma-ideiaIdentifique o problema: O primeiro passo é justamente entender qual problema sua ideia pretende solucionar. Após isso, entender quais habilidades serão necessárias para seguir com o projeto e, por fim, se realmente você está apaixonado pelo projeto, pois de nada valerá o esforço se você não acreditar que realmente poderá trazer algo de relevante à sociedade;
  • Estude a “concorrência” e atraia parceiros: Identificado o problema, precisamos encaixar em qual segmento a empresa irá se inserir, ou seja, é fundamental saber quais são as soluções já existentes na sua área. É nessa hora que devemos conversar com o público de interesse do projeto (clientes, usuários e etc.), processo conhecido como validação da ideia. Também é aí que buscamos agregadores para o projeto, os chamados parceiros, que irão ajudar a viabilizar a ideia e fazer com que ela saia do papel;
  • Realizar testes: Ao invés de colocar seu projeto de pé até o fim e só então testar se ele funciona ou não, vale a pena testá-lo durante o desenvolvimento. Para isso, os especialistas sugerem a criação de um modelo de teste, um protótipo, que ofereça uma versão simplificada do que será o projeto acabado. Com ele, será possível averiguar se você está no caminho certo. Eles chamam esse protótipo de “produto viável mínimo” (PVM), ou seja, o modelo oferece os benefícios propostos pelo projeto, ainda que em versão simplificada.
  • Avaliar e remodelar o negócio: Após os testes é normal que sejam necessárias alterações para melhor aplicação do projeto, por isso é imprescindível uma avaliação dos resultados do teste e após isso remodelar o negócio para que ele trilhe o caminho correto.
  • Peça a ajuda de um profissional: Após as etapas anteriores, o produto estará pronto para ser lançado ao mercado, mas ainda teremos uma grande variabilidade nas chances de acerto, por isso é necessária a ajuda de um consultor empresarial para que juntos realizem um plano de negócios e aumentem consideravelmente as chances de acerto do seu negócio, esta etapa definirá se sua empresa será um hobby ou um negócio de futuro.mba-em-desenvolvimento-e-gestao-de-negocios-imobiliarios

Vai ser sempre assim? Não, existem exceções. No entanto, após tudo isso, concluímos que para as ideias se tornarem sucesso é preciso de ação, mas antes disso, estudo e planejamento, sempre apaixonados por nossas ideias. E aí? Vamos fazer o hobby virar um negócio de sucesso?

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ass alex

1 comentário


  1. Reconhecer o Empreendedorismo como oportunidade de desenvolver competências enxergando o como fator de transformação da sociedade. Este é um dos propósitos do fórum de formação política que acontece no próximo dia 16/7 na UFES. A Ejcad é parceria fundamental nesta história, pois é espaço de aprendizagem e fomento de Empreendedorismo.

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